No âmbito do PNL (Plano Nacional de Leitura), fizemos, em grupos de dois, a leitura do livro “Maldita Matemática” de Álvaro Magalhães
O Tiago fez a pesquisa sobre o autor e o João Miguel fez um excelente resumo com a ajuda dos pais.
Afinal Matemática não é só “contas e cálculos”, também pode ser divertido escrever sobre os números
Pesquisa sobre Álvaro Magalhães, autor do livro Maldita Matemática
Álvaro Magalhães (Porto, 1951) é um escritor português de livros e contos para crianças.
Carreira
No início dos anos 1980, Álvaro Magalhães começou por publicar poesias e poemas. Em 1982, publicou o seu primeiro livro para crianças: Histórias com Muitas Letras. Desde então, construiu uma obra singular e diversificada, que conta actualmente com mais de três dezenas de títulos e integra contos, poesia, narrativas juvenis e textos dramáticos. Têm-lhe sido atribuídos vários prémios entre os quais se destacam os prémios atribuídos pela Associação Portuguesa de Escritores e pelo Ministério da Cultura entre 1981 e 1985, o Grande Prémio Calouste Gulbenkian de Literatura para Crianças e Jovens 2002 para o livro Hipopóptimos – Uma História de Amor e a nomeação para a Lista de Honra do IBBY (International Board on Books For Young People) em 2002, com O Limpa - Palavras e outros Poemas.
Pesquisa efectuada por Tiago Matos
MALDITA MATEMATICA
RESUMO DO LIVRO DE ÁLVARO MAGALHÃES
1 – UM DOMINGO
O João acordou já a pensar nas brincadeiras que ia fazer durante o dia, mas depois de tomar o pequeno-almoço a mãe lembrou-o que tinha de estudar para o teste de matemática e durante a conversa o pai disse-lhe que iria receber um dinheiro extra para lhe comprar a bicicleta Ralling que ele tanto queria. Radiante e sem palavras o João foi para o quarto estudar e no final do dia depois de jantar ainda ansioso foi-se deitar.
2 – O SONHO
Logo depois de ter adormecido começou a sonhar. No seu sonho esta num sitio parecido com o nosso mundo só que em vez de pessoas haviam números. Mesmo à sua frente estava um sete que lhe perguntou se ele era um rapaz pois estava espantado porque nunca tinha visto nenhum e o João, também ele espantado, respondeu-lhe que sim. Entretanto o sete começou a contar-lhe um pouco da sua vida e da vida dos números. Depois muito apressado o Sete disse ao João que tinha de ir para escola pois ia ter teste de poesia o que o deixava aborrecido. O João começou a tremer era a mãe que estava a acorda-lo, pois tinha de ir para a escola, ele pediu-lhe mais cinco minutos para poder falar um pouco mais com o Sete. Regressado ao sonho chamou pelo Sete e disse-lhe que também ia ter um teste mas era de matemática e que gostava de o ter com ele para o poder ajudar, o que parecia impossível. O Sete explicou-lhe que podia sonhar acordado bastava fechar os olhos e chamar na sua cabeça o número mágico. De repente a mãe do João volta a acorda-lo de desta vez teve que se levantar.
3 – O TESTE
Chegado à escola havia um ambiente próprio de quem ia ter teste de matemática. A campainha toca e os alunos sentam-se nos seus lugares. O professor que tinha um aspecto muito severo entrega o teste que consistia num só problema, que era: “O PROBLEMA”.
O João leu muitas vezes o problema mas não conseguia resolve-lo, até que se lembrou do Sete e da conversa de ambos na noite anterior. Então encostou-se na carteira para ficar mais confortável e foi até ao Mundo dos Sonhos à procura do seu amigo. Depois de o encontrar, perguntou-lhe que tal tinha corrido o seu teste de poesia e quis também saber como era o seu professor de poesia. O Sete respondeu-lhe saltando para cima de uma pedra, recitando um poema e dizendo-lhe que os problemas eram para ser sentidos e vividos, pois era a única maneira de os compreender. Como se de uma história se tratasse.
4 – UM PROBLEMA OU UMA AVENTURA
O João começa então a contar a “História” do problema, substituindo o Ponto A e B por nomes de cidades Indianas e ao primeiro e segundo homem deu-lhe o nome de duas personagens dos livros de espionagem, sendo o objectivo final destas duas pessoas recuperar uma pedra preciosa antiga que pertenceu a um marajá da Índia.
Começando assim a contar a história de uma aventura emocionante para recuperar a jóia. Saindo as duas personagens do mesmo sítio, em horas diferentes e com velocidades diferentes. O sete começou a ficar empolgado com a história que o João estava a imaginar, pedindo ao seu amigo que não parasse e continuasse essa aventura emocionante.
5 – A CAMINHADA NA SELVA
O João continuou com a sua história, sabendo que um personagem, O Zarolho, se deslocava com maior rapidez que a outra o Rodolfo Robin, este acabou por alcançar o segundo, mas manteve uma distância segura para não ser descoberto.
O Sete voltou a interromper o seu amigo para pedir explicações sobre a história. O João, quase a perder a paciência, lá explicou ao seu amigo e depois continuou com a aventura do Rodolfo Robin e o Zarolho.
Contando que o herói da história ao passar na selva teve que enfrentar diversos problemas, o ataque de uma tribo de canibais, onde foi ferido numa perna, perdendo assim velocidade, depois atacado por um rinoceronte branco, onde teve que correr e mais tarde teve que passar o Vale dos Espíritos, muito de vagar e em bicos de pés. Enquanto isso o Zarolho continuava a seguir o Rodolfo. O último obstáculo, da selva, era a Floresta dos Tigres, um bosque de vegetação cerrada e cheia de perigos, que o aventureiro e o seu perseguidor conseguiram habilmente evitar, aproximando-se cada vez mais do destino final, com o Zarolho a diminuir a distância que o separa do Rodolfo.
Quase a alcançar a Pedra Preciosa o Rodolfo Robin, teve ainda que enfrentar os sete tigres sagrados que a guardavam, e apenas o punhal de lâmina de prata que o nosso herói tinha era a única arma que servia para matar o sétimo tigre, o Grande Tigre.
Depois de uma luta emocionante e astuciosa o Rodolfo matou o Grande Tigre e ficou mais perto de “Olho de Tigre”, o nome da pedra preciosa que ambos os homens tentavam alcançar.
6 – OLHO DE TIGRE
Rodolfo parou à porta onde os tigres guardavam a pedra preciosa e avistou a estátua com os rubis, quando de repente o Zarolho lhe dá uma pancada na cabeça por trás.
João começa a ficar nervoso pois precisava de chegar depressa ao final do problema, entretanto o seu amigo Sete tentava dizer-lhe que o Zarolho também estava em maus lençóis pois o chão da sala era em mosaicos e cada um correspondia a um número de 1 a 9 e que só algumas suportariam o seu peso e que se pisasse algumas das outras iria cair num fosso com serpentes.
Zarolho teria que decifrar um enigma para descobrir onde colocar os pés. João e o Sete conseguiram decifrar o enigma, assim como o vilão da história, que começou a avançar, mas o que ele não sabia é que existiam duas pedras na estrutura mas apenas uma era a verdadeira. Diante das duas pedras resolveu tirar ambas e nesse mesmo instante o tecto da sala começa a cair e ele é atingido na cabeça e caí. Entretanto Rodolfo desperta e viu o Zarolho a ficar debaixo das pedras levando consigo o Olho do Tigre. Rodolfo foi tratar os ferimentos e procurar água e frutos e logo se pôs a caminho do ponto B a menos de 1 km hora.
O João estava cansado e o seu amigo Sete perguntou-lhe se já esta a compreender, quando começou a ouvir um som que estava dentro da sua cabeça.
7 – MALDITA MATEMÁTICA
O som que o João ouvia era a campainha da escola e quando abriu os olhos o professor dizia para entregarem as folhas do teste. Ele fez um último esforço e leu novamente a pergunta, tentando compreender a resposta. Para ele o 1º homem ia a caminho do ponto B e o 2º nunca iria chegar porque tinha morrido. O professor chegou perto dele e tirou-lhe a folha ainda em branco.
O João pensava na bicicleta e nos pais ao receber o zero na folha de teste e quando caminhava na rua olhou para a montra onde estava a bicicleta, não resistiu e entrou para a ver mais de perto. O Senhor da loja perguntou-lhe o que queria e o João respondeu-lhe perguntando se podia experimentar a bicicleta. O Sr. Disse-lhe que sim e o João deixou-se levar na excitação e começou a derrubar tudo por onde passava, tanto pedalou que saiu da loja a grande velocidade e provocou uma grande confusão no trânsito, mas ele nem deu por nada.
João tanto pedalou que passou a cidade toda e ainda ia para além do horizonte. Não se sabe onde parou, pois com aquela bicicleta o Mundo tornava-se pequeno, insignificante.
Viseu, 30 de Outubro de 2010
João Miguel Teixeira
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